A cidade perdida do ferro que pode mudar a história da Rota da Seda

Ruínas de antiga cidade romana
Imagem ilustrativa: Pexels

Nas montanhas do Uzbequistão, pesquisadores estudam Tugunbulak, uma grande cidade ocupada entre os séculos VI e XI. As evidências sugerem que ela pode estar ligada à lendária Marsmanda, centro produtor de ferro da Rota da Seda.

1. A cidade estava nas alturas

O assentamento fica em uma região montanhosa que antes parecia improvável para uma metrópole. Isso muda a imagem de rotas limitadas a oásis e planícies.

2. O ferro pode ter sustentado a economia

Fornos, resíduos e áreas de produção apontam para metalurgia em grande escala. O comércio não dependia apenas de seda e especiarias.

3. Mapas a laser revelaram a extensão

Tecnologias de sensoriamento identificaram ruas, muralhas e construções sem escavar cada metro do terreno.

4. A população conectava regiões distantes

Mercadores, artesãos e viajantes podiam circular entre China, Ásia Central e Oriente Médio. Cidades como essa funcionavam como nós culturais.

5. A identificação ainda é uma hipótese

Associar Tugunbulak a Marsmanda depende de novas escavações e comparação com textos históricos.

O que essa descoberta muda

O sítio mostra que a Rota da Seda era uma rede de cidades produtivas, e não somente uma passagem usada por caravanas. A metalurgia pode explicar por que um grande centro surgiu em ambiente tão remoto.

Fonte: Smithsonian Magazine.