Como quatro estudiosos decifraram a escrita mais antiga do mundo

Escadas em antiga cidade subterrânea
Imagem ilustrativa: Pexels

No século XIX, inscrições cuneiformes ainda pareciam riscos indecifráveis. A competição entre estudiosos, aliada a textos em mais de uma língua, permitiu recuperar as vozes das civilizações da Mesopotâmia.

1. O mesmo sinal podia ter funções diferentes

Marcas representavam sons, sílabas, palavras ou ideias conforme o contexto.

2. Inscrições multilíngues foram a chave

Textos repetidos em línguas conhecidas e desconhecidas funcionaram como uma espécie de dicionário.

3. Nomes próprios abriram brechas

Títulos de reis e lugares repetidos ajudam a testar valores de sinais.

4. A decifração exigiu confirmação

Traduções independentes foram comparadas para mostrar que o método não dependia de adivinhação.

5. Milhares de tabuletas ganharam voz

Registros comerciais, cartas, leis e literatura passaram a ser lidos.

O que essa descoberta muda

Decifrar cuneiforme não revelou apenas reis. A conquista devolveu detalhes do cotidiano e mostrou como conhecimento avança com competição, cooperação e verificação.

Fonte: Smithsonian Magazine — Archaeology.